quarta-feira, 12 de setembro de 2007

A hora da estrela – Clarice Lispector

A hora da estrela – Clarice Lispector


"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."
Clarice Lispector




Li esse livro a um ano, quando estava cursando o 3º ano noCEFET-MG Uned Leopoldina.
Um pouco diferente da opiniões de meus amigos, eu simplismente amei esse livro e me apaixonei pelo modo de escrever de Clarice, apesar de não ter lido muitos dos seus livros, me identifiquei muito e passei a admira-la.
Sua maneira de enchegar o se humano do avesso e pricipalmente passar isso para o papel, tudo bem q de uma maneira meio confussa e a primeira vista completamente louca, porém ao tentar aprofundar mais em sua obra percebi o dom magnifico de Clarice em criticar e interpretar a mente humana e o fundo de sua alma.
Saber o que se passar na mente de uma pessoa que aos nossos olhos é um nada, misarável, sem razões para viver, sem senso critico, apenas respira, não pensa, é simplismente magnífico.
Nesse livro Clarice nos mostra isso atravez da história de Macabéa, uma mulher exatamente como acabo de descrever, alguns amigos comentavam: “nossa essa história é triste é má no que ela transforma essa mulher”, mas eles não perceberam que para transcrever suas idéias e demonstrar o que sente um ser desse tipo, ela deu um exemplo, chocante, a linda, triste, revoltante história de Macabéa, feia, suja, fedida, sem família, sem amigos, sem namorado (trocou pela colega de trabalho e ainda disse que ela era como um cabelo na sopa), sem ter o que comer, apenas café frio, estar um em serviço apenas por pena do padrão, quem não teria pena dela? Pelo incrivel que pareça ela se considerava uma pessoa FELIZ.
Outro ponto que me chamou a atenção em Clarice foi sua necessidade de escrever, simplismente por ter que escrever, ter que libertar aquilo que senti, que se passa pela cabeça, exatamente como me sinto. Podemos ver isso claramente na frase de sua autoria no inicio desse post. Ela costumava acordar de madruga para escrever seus livros, bem nunca fiz isso, porém quando estou na rua pensando me da vontade de escreve e depois que passa algum tempo se não escrever me passa a vontade, mas sempre tenho essa crises.
Espero comentários e criticas.

Um grande bjo a todos que gostam de Clarice e que visitam meu blog.
Perdoe os erros de português.

3 comentários:

linny disse...

vou linkar vc no meu blog, ok?

beijo.

adorei o que escreveu no blog!

JEAN PITER INZAGHI disse...

Oi Ludmila

Você tem muito bom gosto, a Clarice é ótima!

Quanto a mim, minha tristeza atual é apenas passageira. Estou trabalhando no que não gosto, por enquanto, mas o que me tira a paciência são as pessoas que trabalham comigo, nada mais.

Gosto muito de trabalhar, não fique com uma má imagem de mim.

No mais, continue escrevendo.
Quem sabe um dia você não se iguala a Clarice.

Vou te likar no meu blog
um abraço

OS Z ETES disse...

Quem não gosta de Clarice NÃO É NORMAL! Essa mulher conseguiu revolucionar a postura da mulher nos anos 60. E se você reparar bem ,caso conheça a biografia de Clarice, vai perceber que Macabéa é a grande metáfora sobre o que foi, de fato a sua vida!
Clarice aqui no Brasil foi duramente reprimida por ser uma mulher e ainda escritora. Se tornou uma pessoa feia pois, se eu não me engano, sofreu quimaduras gravíssimas no seu rosto num acidente. Não tinha família, pois o seu marido tinha abandonado-a. Não esquecendo de que ela não é Brasileira, nascendo nas entrelinhas do mundo, quando sua mãe e pai fugiam da Europa na Segunda Guerra Mundial por serem Judeus. Ah... e tem um detalhe... quando esse livro foi escrito, Clrice tinha acabado de descobrir que tinha um Câncer!
Essa história de vida é fantástica. Macabéa(ou Clarice) são os melhores exemplos de superação e de força que um ser Humano possa ter! A hora da Estrela é a reflexão do que foi a vida de Lispector. Essa mulher fantástica.
Um Cheiro e Até!